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16 de Janeiro de 2019
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    Comissão discute nesta terça maus-tratos a animais em rodeios

    Estes festivais, assim como as vaquejadas, são combatidos por organizações de defesa dos animais e apontados como fontes de maus-tratos.

    Câmara dos Deputados
    Publicado por Câmara dos Deputados
    há 3 anos

    A CPI dos Maus-Tratos Contra Animais vai tratar nesta terça-feira (10) de eventos que atraem 30 milhões de pessoas e movimentam mais de R$ 6 bilhões por ano no país: os rodeios.

    Estes festivais, assim como as vaquejadas, são combatidos por organizações de defesa dos animais e apontados como fontes de maus-tratos.

    No início do ano, a organização não governamental Londrina Sem Rodeio filmou cenas que mostravam animais sendo submetidos a sessões de estresse, até mesmo com choques elétricos, antes de um rodeio na cidade.

    Para tratar do assunto, a CPI convocou quatro pessoas: Vânia Plaza Nunes, diretora do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal; Emilio Carlos dos Santos, organizador do rodeio da cidade paulista de Barretos; o veterinário Cesar Fabiano Vilela e Leandro Ferro, do Movimento Odeio Rodeio.

    O relator da CPI, deputado Ricardo Tripoli, do PSDB de São Paulo, explica por que os rodeios estão na mira da comissão:

    "Várias denúncias chegam na CPI de maus-tratos aos animais porque um animal não foi, obviamente, ele não pula, não salta dois metros de altura se não for, obviamente, estimulado por maus-tratos. E há vários tipos de atividades na figura do rodeio que chamam muito a atenção das entidades protetoras dos animais."

    Os espetáculos com animais, como os rodeios, são um dos três eixos de trabalho definido pela CPI em agosto, quando começaram as investigações.

    Os outros dois são o controle das zoonoses, principalmente no que diz respeito a animais domésticos; e o tráfico de animais silvestres.

    Ricardo Tripoli disse que houve a preocupação de trazer dois depoentes contra e dois a favor dos rodeios nesta terça. Mas ele admite que é contrário à atividade e diz que existem alternativas:

    "Eu acho que o ideal é terminarmos com essa atividade, né, e no lugar dela, obviamente, você continuar com aspectos do show, com aspecto da venda dos animais, exposições, alimentação, espetáculo, dança típica, enfim, tem uma série de atividades que se sobrepõem a esse tipo de instituição que é a figura do rodeio."

    Sempre que o assunto maus-tratos é levantado, os organizadores de uma das festas de rodeios mais importante do país, a da cidade paulista de Barretos, negam a prática e garantem que os animais são monitorados por veterinários antes e depois das apresentações.

    Reportagem – Antonio Vital

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