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5 de Dezembro de 2020
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    Proteção contra crimes cibernéticos depende mais de pessoas do que de tecnologia, segundo ABIN

    Representantes do governo federal ligados às áreas de defesa e de segurança da informação participaram de audiência na CPI dos Crimes Cibernéticos nesta quinta

    Câmara dos Deputados
    Publicado por Câmara dos Deputados
    há 5 anos

    Representantes do governo federal ligados às áreas de defesa e de segurança da informação concordaram nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados que o componente humano pode ser decisivo no enfrentamento e no combate a crimes cibernéticos - que são aqueles praticados pela internet.

    Para o diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Segurança e das Comunicações (CPESC) da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Otávio Cunha da Silva, a proteção contra esses crimes depende 60% das pessoas, 20% de tecnologia e 20% de perseverança.

    "Eu acredito que com a legislação que nós dispomos hoje, algumas melhorias ou acertos e muito mais educação. Nós temos condição de diminuir esse fosso que existe entre os usuários normais e os criminosos. Eles [os criminosos] vivem disso e a população precisa usar a internet"

    Durante audiência pública nesta quinta-feira (17) sobre a segurança cibernética de Estado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos, Silva disse que muitas pessoas ainda são inocentes na internet e costumam clicar em links de e-mails e aceitar diversos aplicativos sem saber o que estão fazendo.

    "Nós na ABIN e no CEPESC tentamos incutir na cabeça de todos os usuários a importância de se proteger, de se precaver, temos que ter uma ação proativa"

    A presidente da CPI dos Crimes Cibernéticos, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), quis saber as ações do governo brasileiro para enfrentar crimes cibernéticos, especificamente em grandes eventos, como as Olimpíadas.

    De acordo com o coronel Paulo Roberto Vianna, chefe da Divisão de Operações do Centro de Defesa Cibernética do Exército, a capacitação de pessoal e o desenvolvimento de tecnologias nacionais são sempre preocupações constantes.

    "O centro tem como missão a defesa das redes da Defesa, quando a gente extrapola esse nível, nós fazemos o papel de coordenação. No âmbito da Defesa, existe todo um planejamento voltado para a área de defesa cibernética e de outras temáticas. Estamos evoluindo agora para a segurança cibernética, que envolve outros entes e infraestruturas críticas, de energia e de transportes, que vão estar atendendo não só a cidade do Rio de Janeiro mas também as cidades sede do futebol"

    Em relação à rede de computadores da administração pública, o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Marconi dos Reis Bezerra, destacou o empenho do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Segurança e das Comunicações em criar um sistema de criptografia confiável para ser utilizado nos sistemas de comunicação e de transferência de informações estratégicas do País.

    Reportagem — Murilo Souza

    2 Comentários

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    Obrigado pela o informação, mas preciso estar presente e vou levar toda documentação pois p já sofri oitos crimes,alguns anos atrás e tive com depressão, e creio que agora está mais próximo de chegar ao criminoso,por uma coisa que não fiz. continuar lendo

    Quero seu endereço pra levar as provas tanto do celular, como os bo continuar lendo