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18 de Agosto de 2019
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    Deputados rejeitam eleições gerais em outubro

    Campanha lançada pela Rede quer antecipar as eleições presidenciais para este ano, de modo a coincidir com as eleições municipais já programadas

    Câmara dos Deputados
    Publicado por Câmara dos Deputados
    há 3 anos

    A Rede lançou nesta terça-feira (5), em Brasília, uma campanha para antecipar as eleições presidenciais com o slogan "Nem Dilma, Nem Temer, Nova Eleição é a Solução". Senadores da própria Rede, do PSB e do PPS também se reuniram para discutir a questão. Em discurso no Senado, o senador Valdir Raupp, do PMDB, defendeu a aprovação de uma emenda constitucional que viabilize a realização do pleito no segundo semestre, junto com as eleições municipais já programadas. A proposta repercutiu entre lideranças na Câmara.

    Vice-líder do PT, o deputado Henrique Fontana disse que a ideia é outra forma de desrespeitar a Constituição, que estabelece término do mandato da presidente Dilma Rousseff no final de 2018. Ele fez um apelo para que se "vire a página" da crise política, rejeitando o impeachment:

    "O que tem dificultado o ato de governar é a produção permanente da crise política que a oposição decidiu desde outubro de 2014, então, quando nós vencermos essa crise política, eu tenho absoluta segurança de que com o reforço do presidente Lula, uma recomposição de governabilidade, uma recomposição ministerial, onde aqueles que estavam dentro do governo, traindo o governo, saíram, e, portanto, nós temos condição de fazer de fato um governo para defender o programa, nós não temos nenhuma dúvida que vamos superar as dificuldades e não há por que falar em eleições gerais."

    Vice-líder do Democratas, Mendonças Filho também considerou a saída inconstitucional:

    "A rigor, há crime de responsabilidade cometido pela presidente Dilma e cabe, naturalmente, o julgamento jurídico e político por parte do Parlamento e contra o vice-presidente Michel Temer não há nada, então, não se pode condenar o vice por ser o sucessor natural da presidente Dilma. Quem cometeu crime de responsabilidade foi a presidente Dilma Rousseff e cabe ao vice ocupar a presidência se ela for destituída pelo processo de impeachment."

    Defensor do impeachment, o deputado Paulo Pereira da Silva, do Solidariedade, quer que os deputados se empenhem na votação do processo. Ele promete uma grande mobilização a partir de quinta-feira:

    "Não vamos desviar o foco não. Nós não queremos nem saber de novas eleições. Nosso caso agora é o impeachment."

    A Rede divulgou um documento no qual afirma que a solução para a atual e grave crise política do país não está nem na presidente Dilma Rousseff, nem no seu vice Michel Temer, porque ambos são responsáveis pela atual situação do Brasil. Por isso, defendem a realização de um novo pleito para "devolver à sociedade a opção de rever sua opção através do voto".

    O partido defendeu ainda que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a instituição com legitimidade para decidir sobre a cassação da chapa Dilma/Temer, processo em tramitação naquele órgão.

    Reportagem – Geórgia Moraes

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