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5 de Dezembro de 2020

Presidente de associação de bingos diz que proibição de jogos estimula criminalidade

Câmara dos Deputados
Publicado por Câmara dos Deputados
há 4 anos

Presidente de associao de bingos diz que proibio de jogos estimula criminalidade

O presidente da Associação Brasileira de Bingos, Cassinos e Similares (Abrabincs), Olavo Sales de Silveira, disse há pouco que a proibição dos jogos de azar no País estimula a criminalidade. Para ele, o tratamento do Brasil aos jogos reflete uma “posição cínica”, já que a prática continua acontecendo. “O jogo está proibido há 70 anos, e está com uma saúde muito boa. Não se vai extinguir a prática”, opinou.

Na visão dele, o que está em discussão é quem vai controlar os jogos: os criminosos ou os empresários. Ele defendeu a legalização justamente para que a prática vá para as mãos de empresários.

As declarações foram dadas em comissão geral no Plenário da Câmara sobre a proposta de marco de marco regulatório dos jogos de azar no Brasil (PL 442/91).

Em agosto, uma comissão especial aprovou o substitutivo do deputado Guilherme Mussi (PP-SP) ao PL 442/91, o qual legaliza e regulamenta as atividades de cassinos, jogo do bicho e bingos no País, inclusive o funcionamento de máquinas de videobingo, caça-níqueis, apostas e jogos on-line.

Além de legalizar os jogos, o projeto anistia todos os acusados da prática de exploração ilegal de jogos de azar e extingue os processos judiciais em tramitação. Um requerimento de urgência para o projeto poderá ser votado pelos deputados durante as sessões do Plenário.

Transtorno do jogo Já a doutora em Psicologia pela Universidade de Kansas e professora da Universidade de Brasília. Suely Sales Guimarães, acredita que a legalização pode aumentar a inocorrência de transtorno do jogo – “transtorno mental sério, que implica comportamento de dependência”.

Segundo ela, a pessoa com esse transtorno passa a viver quase exclusivamente para o jogo, podendo abandonar o trabalho e a família e ter comportamento violento. Além disso, o índice de suicídio entre os viciados seria muito alto. Ela acrescentou que a prática do jogo costuma estar associada ao abuso de substâncias tóxicas, como álcool e outras drogas, e a transtornos de humor. Conforme a especialista, em países em que a prática é legalizada, de 1% a 3% da população tem problemas sérios ou doentios com jogo.

O público poderá participar do debate pelo e-Democracia.

Íntegra da proposta:

PL-442/1991

Reportagem - Lara Haje | Edição - Marcia Becker

2 Comentários

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Acredito piamente que com uma legislação forte, assim como em grande parte do mundo, os cassinos em resort, hotéis, trazem desenvolvimento sócio econômico para as regiões, além de fomentar o turismo. Valorização dos imóveis locais, e muitos outros benefícios que superam em muito as desvantagens.
Transtornos com jogos e outros problemas sociais, associados à jogos, isso já ocorre a plena força, principalmente nas grandes capitais, uma vez que é fato conhecido, a enorme quantidade de casas de jogos de azar clandestinas. O que se vai fazer é "regularizar" o que atualmente é tido como "normal" irregularmente, então, ser contra a aprovação de legislação para jogos, é o mesmo que virar as costas para os problemas sociais que dizem ser oriundas dos jogos. continuar lendo

"desenvolvimento sócio econômico para as regiões, além de fomentar o turismo."

Os córregos da minha cidade parecem esgoto e com o chikungunhya o"desenvolvimento sócio econômico" consiste conforme regras internacionais em "crescimento" sustentável com observância das regras do código florestal, etc...

Os vícios bem como embriaguez habitual são causas ensejadoras de demissão conforme art. 482 da CLT:

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:
a) ato de improbidade;
b) incontinência de conduta ou mau procedimento;
c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem permissão do empregador, e quando constituir ato de concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado, ou for prejudicial ao serviço;
d) condenação criminal do empregado, passada em julgado, caso não tenha havido suspensão da execução da pena;
e) desídia no desempenho das respectivas funções;
f) embriaguez habitual ou em serviço;
g) violação de segredo da empresa;
h) ato de indisciplina ou de insubordinação;
i) abandono de emprego;
j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa, ou ofensas físicas, nas mesmas condições, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;
l) prática constante de jogos de azar.
Parágrafo único - Constitui igualmente justa causa para dispensa de empregado a prática, devidamente comprovada em inquérito administrativo, de atos atentatórios à segurança nacional. (Incluído pelo Decreto-lei nº 3, de 27.1.1966) continuar lendo